Cada estilo de decoração revela muito mais do que uma estética. Revela ritmo de vida, forma de habitar, relação com o tempo, com o excesso, com a memória e com o silêncio. Alguns estilos acolhem. Outros provocam. Alguns pedem pausa. Outros pedem coragem.
A seguir, um olhar breve sobre seis estilos que ajudam a entender como o espaço pode refletir quem vive nele — e despertar o desejo de se aprofundar em cada um.
Boho contemporâneo

O boho contemporâneo é liberdade com cuidado. Ele mistura referências artesanais, materiais naturais e camadas visuais que parecem ter sido construídas ao longo do tempo. Nada é rígido, mas tudo conversa. É um estilo que acolhe, que convida ao toque e à permanência, e que costuma atrair quem valoriza conforto emocional, leveza e identidade pessoal. Ideal para quem quer uma casa viva, sem rigidez, mas com harmonia.
Brutalista

O brutalismo não suaviza. Ele assume a matéria, a estrutura e o peso visual como linguagem. Concreto aparente, formas diretas e ausência de ornamento criam espaços honestos e silenciosos. É um estilo que pede intenção e projeto, e costuma fazer sentido para quem busca clareza, durabilidade e uma estética que não depende de tendências. O brutalista provoca reflexão e revela beleza naquilo que sustenta.
Eclético

O eclético é o estilo de quem não cabe em um rótulo só. Ele mistura épocas, referências e objetos com história, criando ambientes que parecem espontâneos, mas são profundamente intencionais. É um estilo que amadurece com o tempo e com quem mora. Funciona bem para quem gosta de liberdade estética, memória e autenticidade — e entende que coerência emocional vale mais do que uniformidade visual.
Escandinavo

O escandinavo é silêncio que acolhe. Luz natural, paleta clara, materiais naturais e funcionalidade criam ambientes calmos, organizados e agradáveis de viver. Não é sobre minimalismo extremo, mas sobre equilíbrio e bem-estar. É um estilo que conversa com quem busca desacelerar, organizar a rotina e transformar a casa em refúgio. O escandinavo não chama atenção. Ele permanece.
Vintage

O vintage valoriza o tempo. Móveis, objetos e acabamentos que carregam marcas e histórias criam espaços afetivos, cheios de memória e profundidade. Não é sobre parecer antigo, mas sobre respeitar o que já viveu. É um estilo que costuma encantar quem gosta de garimpar, restaurar e conviver com peças que contam histórias. No vintage, a casa não parece nova — parece vivida.
Maximalista

O maximalismo é expressão em estado puro. Cores, texturas, padrões e objetos convivem em camadas que criam ambientes intensos, vibrantes e cheios de personalidade. Quando bem construído, não é excesso, é narrativa visual. É o estilo de quem gosta de contar histórias com o espaço, de assumir gostos e de transformar a casa em manifesto pessoal. O maximalismo não pede discrição. Ele pede intenção.
Cada um desses estilos propõe uma forma diferente de morar, sentir e se relacionar com o espaço. Ler sobre eles é o primeiro passo. Entender qual faz sentido para você é o próximo. E se aprofundar em cada um pode revelar muito mais do que escolhas estéticas — pode revelar escolhas de vida.





